sábado, 21 de junho de 2014

Nota da gestão Amanhã há de ser outro dia em relação às acusações difamatórias do estudante Igor Martins

No dia 19 de junho de 2014, o aluno Igor Martins utilizou esse grupo para expor sua opinião acerca da nota publicada no blog do CAEdF – no dia 24 de maio de 2014 - elaborada pela atual gestão, Amanhã há de ser outro dia.
 Primeiramente, reafirmamos nosso compromisso com o diálogo respeitoso e na total defesa pelo direito de manifestação de qualquer estudante, compromisso esse que não esteve presente no texto do discente, que utilizou de inverdades para acusar levianamente os membros dessa gestão de serem “LENIENTE[s] para com o crime” (no caso, os furtos rotineiros aos carros no estacionamento da FEF), acusação gravíssima e passível de ação jurídica por difamação e injúria.
  Toda e qualquer gestão de Centro Acadêmico, Diretório Central dos Estudantes, Reitoria, tem o direito de manifestação política e de expor suas opiniões em relação aos fatos que os afligem, enquanto grupo. Em nossa nota expusemos os motivos e a fundamentação argumentativa que nos fazem ter posição contrária à atual gestão do DCE, Aliança pela Liberdade, de forma transparente e sem acusações, ainda mais infundadas, como as que o estudante utiliza. Sabemos que há quem não concorde com nossas análises, respeitamos quem tenha uma opinião diferente e somos abertos a discuti-las, desde que com argumentos e, sobretudo, de forma respeitosa, o que, mais uma vez, não foi feito pelo estudante.
Em relação ao problema da segurança na UnB e a militarização, mantemos a posição já presente em nossa carta programática, ainda como chapa concorrente ao CAEdF, de que devemos discutir à fundo convocando ciclos de debates sobre esse tema tão delicado, pois, não utilizaremos medidas paliativas para conter um problema e sem discussão com os diversos pontos de vista se fazendo ouvidos.
O mesmo estudante, que nos acusa, nunca esteve presente em nenhum dos nossos espaços de discussão (quer seja no debate eleitoral ou nas reuniões ordinárias) manifestando sua posição e, consequentemente, contribuindo para que nossas ações avançassem. Pelo contrário, se pauta pelo desrespeito, se utilizando de metáforas jocosas e ironias descabidas ao nos atacar e não respeitar o nosso livre direito de manifestação política.
O texto do discente é permeado por críticas infundadas e uma série de interpretações equivocadas, que procuraremos elucidar abaixo:
1)Descobri, dentre muitas coisas, que o problema da violência no campus se deve ao fato de "não se pensar sob a ótica do oprimido, em um espaço que foi feito para as elites" (seja lá o que isso queira dizer).”
Se não sabe “o que isso queira dizer” deveria se esforçar para entender o que isso significa, antes de comentar. É algo indispensável ao se tecer uma crítica.
2) “Saibam vocês [...] que o pobrezinho do marginal que roubou seu carro é um "oprimido", ok? Só pra lembrar...”
Outra inverdade, nunca afirmamos isso. Não sabemos quem furtou os carros, logo, não podemos afirmar que sejam só oprimidos.
3) “Acho que cada membro da atual gestão deveria adotar um bandido, se é que gostam tanto deles. Isso evitaria os furtos contínuos nas imediações da FEF e daria a benesse de um lar bem localizado, prenhe de "consciência crítica" e “Hot pockets” da Sadia para o marginalzinho.”
Desde quando não ser a favor da PM é ser conivente com a criminalidade e, logo, defender bandidos? Ninguém da nossa gestão é contra a segurança e o policiamento, mas contra a militarização da polícia e tudo o que ela produz. Somos apenas contra esse modelo de militarização, que age ostensivamente pela sumária coerção. Além de discussões à nível mundial (como a indicação da ONU de desmilitarização da polícia no Brasil, desde 2012, dentre outros), já há discussões dentro da própria universidade que apontam para a criação de um batalhão universitário, especializado e preparado para lidar com os problemas da UnB.
4)Os primeiros [o pessoal do CASSIS – Centro Acadêmico da Assistência Estudantil] ocuparam o espaço do ICC, impossibilitando que atividades úteis pudessem ser desempenhadas durante 3 dias.”
Essa questão não deve ser olhada de maneira tão pragmática e desconsiderando tudo o que esse grupo vem sofrendo (sim, sofrendo), para não cairmos numa análise injusta e descolada de uma realidade de precariedade da política de assistência estudantil.
Se manter em uma universidade como a nossa, em que os serviços essenciais aos alunos são precários (filas gigantescas no RU, quando ele não está fechado pela vigilância sanitária; transporte público ineficiente e com longas filas, etc.) não é tarefa fácil, principalmente para os estudantes de baixa renda (ou, como disse o estudante Igor Martins de maneira pejorativa, “aquela galera que não é lá muito chegada a um banho”, demonstrando nítido preconceito em relação à esse grupo), que dependem muito desses serviços.
Isso, na maioria das vezes, não é percebido por aqueles que não necessitam usufruir desses serviços, julgando a luta desse grupo estudantil como a ação de um “grupo de baderneiros sem fundamento”.
Para nossa gestão, sem fundamento é uma reitoria cortar as verbas destinadas aos programas de permanência... É a Casa do Estudante Universitário, da qual os estudantes de baixa renda foram removidos, não ser entregue após dois anos em obras... É a UnB ter quatro campi e somente em um ter RU, e fechando esporadicamente, deixando vários desamparados...
Nossa gestão esteve presente na assembleia estudantil convocada pelo grupo que conduzia a ocupação para se informar sobre essa ação, para além do discurso midiático. Todos os estudantes que se fizeram presentes (ninguém impedia estudantes de entrarem) tinham direito a voz (inclusive alguns membros da Aliança pela Liberdade presentes, sem se identificarem enquanto entidade), recebemos informações sobre as deliberações (que foram decididas por meio de discussões e votações) e o “outro lado da moeda” sobre a “guerra civil na UnB” (intitulado assim pelo próprio reitor Ivan Camargo, para divulgação na grande mídia).
5)Os segundos são bem conhecidos de todos: quem é que não lembra - e eventualmente não sente calafrios - quando ouve aquele carro de som a todo volume tocando "India, seus cabelos", Amado Batista ou Roberto Carlos, seguida de uma voz raivosa de um sindicalista ensandencido, proferindo impropérios contra a gestão da Universidade, e tudo isso na frente da sala em que você está tendo uma aula importante ou fazendo uma prova final?Ah, já ia me esquecendo do caso do reitor "vândalo". O caso que não é citado inteiramente (convenientemente também) pelos "camaradas" do CA, se refere à ocasião, em que após 1 MÊS colocando o famigerado carrinho NA FRENTE da reitoria, igualmente à todo volume, o reitor se descontrola e quebra uma cadeira dos sindicalistas (ou seria da universidade. Na fonte citada não está claro).”
Primeiro, se o mesmo acusa os sindicalistas de “proferir impropérios contra a gestão da Universidade” deveria, novamente, provar o que está dizendo antes de acusar levianamente alguém.
Em relação ao caso do Reitor vândalo, não citamos completamente, pois não era o objetivo da nossa nota – e não por ser conveniente, como, mais uma vez, de maneira leviana, o mesmo aponta. Mas vamos esclarecer nossa opinião por aqui...
Defender o descontrole de um reitor de uma universidade federal, que é pessoa pública - e deve se portar como tal – que em um ato de greve de servidores grita e quebra cadeira da universidade como forma de reagir a um carro de som colocado pela entidade sindical é atitude leniente (sim, LENIENTE). Que atitude sensata e correta! Que medida interessante para conter um ato grevista!
E a greve? A greve é resultado da insatisfação da categoria a diversas demandas que não foram solucionadas há muito tempo. Como uma greve deve ser feita? Com troca de cartas, cafezinhos na reitoria e trabalho dos servidores em regime parcial?
Isso não deve ser tratado como um ato qualquer e receber a devida crítica, pois ele é o chefe da administração superior da nossa universidade. Reitor deve ter “sangue frio” para resolver os problemas e não deve se portar como tanto reprova e critica – ou seja, de maneira agressiva.
Por fim, nossa gestão sempre lutou e continuará lutando para que os estudantes possam ter igualdade de oportunidades e continuidade de permanência na universidade para a conclusão de seus estudos de forma gratuita e de qualidade.
Convidamos o estudante a comprovar que nós defendemos “tudo, menos a única coisa com a qual deveriam realmente se importar: o aluno.” O que será tarefa difícil...
E, também, para mostrar que essa é “a ÚNICA gestçao do DCE que fez ALGUMA coisa que seja até hoje nessa faculdade que favorecesse o estudante” Para realizar essa tarefa, deverá, no mínimo, consultar às gestões anteriores do DCE (algumas que tiveram até coordenador geral estudante da Educação Física, mas incrivelmente fizeram menos do que a atual, como afirma o estudante). Gestão essa que só aparece na FEF em tempos de eleição para pedir votos.
Utilizando as palavras finais do estudante, sugerimos: “ABRAM O OLHO” para esse tipo de discurso que visa deslegitimar, desrespeitar e atacar ao invés de debater propostas e projetos de universidade. “ABRAM O OLHO” para esse tipo de fala repleta de preconceito, que se diz detentora da luta pelos estudantes, mas, ao invés disso, ataca os que lutam diariamente por melhorias na nossa faculdade.
Continuaremos ouvindo e discutindo com qualquer estudante, independentemente de ter tomado banho ou não ou de ter ficado pelada(o) ou não... Pois são seres humanos iguais a nós ou a qualquer um. Não nos deixaremos levar por esse discurso preconceituoso, que em nada nos faz avançar e, pelo contrário, só nos faz retroceder.
Em breve, realizaremos um ciclo de discussões sobre segurança e esperamos contar com os colegas da FEF, expondo suas opiniões, para além de comentários em redes sociais.
Aconselhamos ao estudante Igor Martins que, ao menos, se retrate pelas acusações que proferiu em relação à nossa gestão.

CAEdF UnB - Gestão Amanhã há de ser outro dia


Confira a íntegra da publicação do estudante Igor Martins abaixo:
"Amigos, sou da Educação Física e estou maravilhado com esse post da gestão atual do Centro acadêmico do meu curso.
Descobri, dentre muitas coisas, que o problema da violência no campus se deve ao fato de "não se pensar sob a ótica do oprimido, em um espaço que foi feito para as elites" (seja lá o que isso queira dizer). Estou errado ou o CA sabe quem é que anda roubando os carros na FEF? Devem estar protegendo algum "oprimido" que está se "rebelando contra o sistema"... É de uma habilidade incrível esse duplipensar, digno do rebolado da passista, que dá conta de atacar o crime e defender o bandido a um só passo... Acho que cada membro da atual gestão deveria adotar um bandido, se é que gostam tanto deles. Isso evitaria os furtos contínuos nas imediações da FEF e daria a benesse de um lar bem localizado, prenhe de "consciência crítica" e “Hot pockets” da Sadia para o marginalzinho.
Saibam vocês, Filipe HardyAline PinhoVinícius CarvalhoIvan Lugon, dentre tantos outros que tiveram os respectivos carros furtados, que o pobrezinho do marginal que roubou seu carro é um "oprimido", ok? Só pra lembrar...
E o duplipensar segue magnificamente... Aprendi ainda que a presença do "agente repressor capitalista" no campus, na figura da PM, é totalmente reprovável, e que não reduz a criminalidade. Engraçado, se bem lembro a reclamação principal dos alunos da FEF, em ambiente virtual, no pátio, nas salas, no espaço do CA, era sempre devido à FALTA de policiamento, e não à sua presença (até pq nunca está presente). Ora, se não há polícia no campus, como há de se diminuir a criminalidade? Parece até que a polícia anda fazendo rondas de 10 em 10 minutos no campus, e que POR ISSO o crime ocorre. Ào contrário até, a polícia permanece DIAS sem rondar pelas imediações. Logo, a gestão atual do CAEDF, apoiando o afugentamento da polícia na faculdade, é LENIENTE para com o crime. Acho que sabem a quem recorrer na próxima vez em que arrombarem seu carro, levarem seu som, estepe, mochila, etc...
A conversinha é bonita, quase me faz chorar, e segue falando dos "corajosos atos de resistência" do CASSIS e dos sindicalistas da FUB. Os primeiros ocuparam o espaço do ICC, impossibilitando que atividades úteis pudessem ser desempenhadas durante 3 dias. Os segundos são bem conhecidos de todos: quem é que não lembra - e eventualmente não sente calafrios - quando ouve aquele carro de som a todo volume tocando "India, seus cabelos", Amado Batista ou Roberto Carlos, seguida de uma voz raivosa de um sindicalista ensandencido, proferindo impropérios contra a gestão da Universidade, e tudo isso na frente da sala em que você está tendo uma aula importante ou fazendo uma prova final? Ah, já ia me esquecendo do caso do reitor "vândalo". O caso que não é citado inteiramente (convenientemente também) pelos "camaradas" do CA, se refere à ocasião, em que após 1 MÊS colocando o famigerado carrinho NA FRENTE da reitoria, igualmente à todo volume, o reitor se descontrola e quebra uma cadeira dos sindicalistas (ou seria da universidade. Na fonte citada não está claro). Mas aqui há um descompasso, pois enquanto que o malvadão reitor-quebrador-de-cadeiras é o maior vândalo, os anjinhos do catracaço nem são citados> Aquela galera que não é lá muito chegada a um banho, e adora tirar a roupa como forma de protesto, está perpetrando "um ato de resistência", destruindo tudo que vê pela frente, pra variar (http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/06/alunos-depoem-justica-por-invasao-reitoria-da-unb-estudante-fica-nua.html )
Acho que pelo que já foi citado, já dá pra ver o que esses anjos do bem, enviados diretamente do sétimo céu, defendem, né? Tudo, menos a única coisa com a qual deveriam realmente se importar: o aluno. E o que é pior, atacam a ÚNICA gestçao do DCE que fez ALGUMA coisa que seja até hoje nessa faculdade que favorecesse o estudante.
ABRAM O OLHO"

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